sábado, 28 de maio de 2016

Apelidos Carinhosos na Fila do Banco

Lice... Lili... Lilinha... Lilizinha.

Sim, todos esses. Mas Alice não seria Alice (e a mãe dela não seria uma doida varrida!) se não tivesse ganho uns apelidos escabrosos dos pais. Por que motivo pais amorosos e dedicados chamariam uma filha de cotoquinha? Vai saber. Talvez, o mesmo motivo que os impulsionou a continuar liberando a criatividade. Por isso, hoje, minha filha (aos 7 meses de idade) atende pelos mais variados, risíveis e deliciosos apelidinhos que a tornam uma Alice única.

O que você diria, por exemplo, ao ouvir na fila do supermercado a seguinte frase... mô, você lembrou de trocar a fralda da buldoguinha? E não olharia torto, dentro do banco, vendo um baby despejar aquele jato de leite diretamente do estômago para o chão, seguido de um resmungo chateado da mãe... tinha que ser o bebê golfinho...




Sabe... eu admiro o senso de humor da minha filha. Sério. Muitos bebês, mesmo aos 7 meses de idade, não levariam na esportiva apelidos tão toscos quanto esses. Toscos, mas cheios de muito, muuuuito amor!!

Eu só espero que ela leve tão na boa quando a mamãe levantar esse assunto, futuramente, numa rodinha com os seus amigos...

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Alice No País da Pintadinha!

Foi com um certo desgosto, mesmo que sempre bem humorado (porque depois que você se torna mãe, até as desilusões passam a ter gosto de bala grudenta de morango), que eu vi o tema tão sonhado, tão planejado, tãaaaooo almejado da festa da Alice se transformar de a homônima no país das maravilhas para Galinha Pintadinha [chora aqui]

Explica essa história. Pois bem, começa assim: um belo dia, uma pobre grávida inocente e cheia de sonhos, teve uma ideia muito, mas muito criativa. Eu diria pioneira! Por que não fazer a festa de 01 ano da minha bebezinha Alice com o tema Alice no País das Maravilhas? Uaaaaau. Sinos tocaram, purpurina colorida caiu do céu e as ideias começaram a brotar, como pragas em uma plantação (é triste usar uma metáfora como essa, mas não está longe da verdade).

O fato é que ser uma mãe de Alice implica em responsabilidades. E uma delas (você, futura mamãe de Alice que está lendo esse blog, vai descobrir) é estar preparado para responder a seguinte pergunta: você nunca pensou em fazer o tema Alice?

Agora, vamos fazer uma reflexão sobre o assunto. Alice no País das Maravilhas é um tema amplo, envolvente, empolgante e completamente fascinante! E o pior de tudo: ele é ILIMITADO. As simbologias em Alice são infinitas e tudo o que surge dessa história é tão interessante que você pensa: não pode ser ignorado! De repente, eu me vi soterrada entre imagens salvas em jpg no computador do trabalho, conversas, leituras e pesquisas... um maremoto de Alices que vinham me perseguir até em sonho!! Algumas gigantescas e outras pequenininhas, mas todas muito assustadoras.

Depois de meses flertando com a ideia (deu tempo de a Alice real nascer, virar de bruços e ganhar dois dentes), finalmente eu percebi que havia me tornado uma escrava. Uma escrava de Alice. Não da minha, mas da Alice do Carroll!! A realidade caiu sobre mim como os escombros do muro de Berlim. Cruel e aterradora. Mas, mesmo assim, libertadora também. Porque eu tive peito para assumir que não tinha psicológico, experiência, nem recursos financeiros para bancar essa festa!!

A penosa apareceu como alternativa e, é claro, eu virei o nariz instantaneamente. Tudo bem que esse é o desenho preferido da Alice... tudo bem que foi a primeira coisa na tv que despertou a atenção dela... tudo bem que o sorriso dela engole a sala quando aquela vozinha estridente fala uuh... vai começar a turma da galinha pintadinhaaa! E dá pra contar junto... po po pooooó! É, tá. Talvez não seja uma ideia tão ruim assim. E talvez seja a solução perfeita para deixar a festa com a carinha dela, da minha Alice. Poxa, pensando bem, vamos combinar... a aniversariante ainda nem sabe da existência da outra Alice! Uma festa com esse tema teria realmente a tão temida e citada finalidade das festas de 01 ano: agradar aos pais.

Então, vambora trocar de tema! Pesquisa imagens, contata as casas de festas, procura dicas, orça decoradores, lê uns textos sobre o assunto, orça personalizados, pede indicação de profissionais... ufaaaa!

Foi assim que a penosa passou a ser o centro do meu universo.

E, vou dizer, acho que nem a Alice aguenta mais me ouvir falando dela.



Créditos da imagem: gemelares.com.br


quinta-feira, 26 de maio de 2016

E. E. Cummings e Alice Faz 7!

Em geral, a mãe tem sempre um filme, um desenho, uma musiquinha... alguma coisa que faz lembrar o filho. Especialmente para fazer bater aquela bad, aquela saudade, quando estamos longe, no trabalho, no ônibus, no portão levando o lixo...

Eu tenho um poema. Um poema fabuloso de um homem fabuloso chamado E. E. Cummings. Esse poeta inglês (a quem não cheguei a conhecer, mas que considero pra caramba!) escreveu versos que traduzem um pouco dos meus sentimentos pela filha linda que já habitou o meu ventre e, há 7 meses (completados ontem!), habita a minha casa e a minha vida.



Querida Alice,

O que quer que a lua signifique é muito pouco para traduzir o segredo que ninguém sabe até se tornar mãe. O segredo de fazer sorrir e de sorrir, mesmo quando o cansaço bate e a vontade de chorar parece maior do que tudo. O segredo de carregar no colo, quando o que se deseja é ser carregada. O segredo de dar um afago, quando o que se quer, mais do que tudo, é receber carinho.

O segredo de nunca se arrepender, porque o melhor da vida é agora, está acontecendo e não espera. E é maior do que qualquer dúvida ou insegurança que possa surgir.

Hoje você certamente é o meu mundo, minha verdade.

Obrigada pelo privilégio.

E feliz 7 meses!





I  carry your heart with me ( E. E. Cummings)

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear;and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
                                                      i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)



eu levo o seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar
que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
por mim somente é o que você faria, minha querida)
       tenho medo
que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero
nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade)
e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar

aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes

eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Tamanho Não é Documento!

Eu não poderia começar o blog de um outro jeito que não fosse falando um pouquinho sobre mim e minha cotoca. Em primeiro lugar... por que Cotoca (lê-se cotôca)? Ao contrário do que muitos desconhecidos pensam (e, indiscretamente, perguntam nas ruas e fraldários da vida), Alice não nasceu prematura.

Durante o pré-natal, médicos, técnicos de ultrassom e todos aqueles que deram um olhar profissional sobre a minha gestação, lançaram suas previsões de uma bebê grande (que logo ganhou o apelido carinhoso de Gigantinha, pela minha obstetra!), bolota e muito, muito peralta (Alice se sacudia na minha barriga como uma bola de basquete quicando na quadra, era quase impossível encontrar o ponto certo para ouvir seu coração).

Eles acertaram. Bem, quase.

 Minha filha veio ao mundo no dia 26/10/2015, através de uma cesárea previamente agendada. Nasceu duas semanas antes do que estava previsto para o parto natural. Uma linda bebezinha de sobrancelhas que nunca precisarão visitar a cadeira de um designer, cílios que dispensarão rímeis milagrosos, 3,270g de pura gorduchice e... o que? 47,5 cm de altura?!

Não, não, não. Não era isso o que tinham me prometido. Cadê a bebê que, antes dos 8 meses de gestação, devia estar medindo mais ou menos 50cm? Onde estava a gigantinha? O que haviam feito com a pobrezinha? E não menos importante: quem era aquele cotoquinho lindo nos meus braços, que me olhava como se já me conhecesse de longa data?

O pânico começou a tomar conta de mim. Respira, Rebecca. Respira (a propósito, esse é o meu nome. Muito prazer). E eu já estava quase conseguindo me acalmar, mas pensei... se eu estava com o cotoquinho lindo, minha gigantinha agora estaria deitada sobre o peito de uma desconhecida?! Esse pensamento bastou para uma nova crise de pânico. Mas quem tem forças para fazer queixa de consumidor depois ter a barriga empurrada, serrada e aspirada? E, além disso... que cara era aquela que o meu marido fazia para o cotoquinho? Como os olhos dele brilhavam, enquanto ele dizia "Nossa filha, amor... linda". 

Foi quando eu olhei para aquele bebê de novo. Um olhar menos crítico dessa vez. É... até que ela se parecia um pouco com a gente. Os olhos dele, o meu nariz, a sua boca... as bochechas de ninguém (porque ninguém tinha aquelas bochechas!!) e um brilho fantástico ao redor dela, que iluminava, acendia e contagiava toda a sala de parto.

Era quase impossível não sorrir e, até mesmo, rir! Porque eu percebi que ela havia começado a me olhar daquele mesmo jeito crítico... Onde está a minha mamãe? É essa mulher aí, que só sabe ficar chorando feito uma bobona enquanto olha pra mim? Eu imaginava alguém com o cabelo mais bonito, a pele melhor, as unhas bem feitas... será que eu também vou ser baixinha quando ficar da idade dela? Credo. E esse nariz de batata? Ai, meu Deus... eu não quero nariz de batata!! 

Alice nasceu forte, saudável e cumprindo as previsões de peraltice, com duas voltas de cordão umbilical ao redor da cintura, o que me fez agradecer a Deus e à  minha obstetra pela decisão de cesárea. Talvez não seja a decisão mais acertada para todas, mas foi a mais acertada para mim (ainda que eu não soubesse e tivesse relutado bastante na época).

Então, eu tomei a decisão mais importante da minha vida: quando a equipe médica viesse desfazer a troca, cotoquinho e eu já teríamos fugido para as Bahamas!! Eu nunca devolveria cotoquinho! Nunca. Ela já era minha crítica predileta...

Eu olhei para o meu marido, que aguardava ansioso, nas minhas primeiras palavras, uma descrição completa do que eu estava sentindo naquele momento.

Respirei fundo e deixei escapar todo o ar, antes de dizer:

Perfeita.... e desatei a chorar de novo.

Eu nunca vou conseguir me exprimir tão bem em tão poucas palavras de novo.



As Boas Vindas!

Olá, mamães e todos aqueles interessados no universo mágico e maravilhoso da vida dos bebês! Esse blog é para vocês, feito por uma de vocês :) aqui, vou relatar um pouco da minha rotina atrapalhada de mãe de primeira viagem, o crescimento da minha cotoquinha Alice, as descobertas, os medos e as alegrias desse mundo novo e inteiramente desconhecido para alguns de nós hehehe assusta.. mas, adivinhem só: não é o fim dos tempos!!

Gestantes e tentantes também são muito bem-vindas!! Vamos trocar informações, receitinhas de bolo haha  e aquelas histórias incríveis que ninguém a nossa volta aguenta mais escutar :)