quinta-feira, 16 de junho de 2016

Uso de andadores e escapadinhas românticas

Boa tarde, gente!

Como eu havia dito no último post, Alice ganhou um andador de presente. Essa era a obsessão do meu marido e um desejo grande, também, por parte da minha sogra. Então, depois muitas discussões, argumentações e tentativa de reversão do caso, eu acabei sendo convencida a aceitar o presente.

Eu sempre considerei o andador um vilão e, nesse caso, eu o recebi como um cavalo de tróia. Não é segredo para ninguém que a associação pediátrica recrimina o uso do produto, sob risco de acidentes, que poderiam a vir causar graves lesões nas crianças, entre elas, traumatismo craniano, resultado de bater com a cabeça durante uma queda. Além disso, dizem que atrasa o desenvolvimento físico e psicomotor. As crianças que utilizam o andador teriam dificuldade de ficar em pé e andar sem apoio, quando chegado o momento. Outro risco é o de forçar a criança a uma etapa do seu crescimento para a qual não estaria preparada.

Atualmente, existem modelos de andador diferentes daqueles que conhecemos na nossa própria infância. Abaixo, estão imagens de alguns destes modelos, incluindo o tradicional (esse azulzinho).


O primeiro modelo (em destaque) é bastante parecido com o da Alice, com mais rodas do que o original, o que permite a ela deslizar loucamente, como se não houvesse amanhã. Tendo em vista todos os problemas observados pela associação pediátrica, eu exigi que o uso do produto tivesse um tempo diário reduzido, e assim tem sido feito. Alice tem a hora de se divertir no andador, desde que isso não atrapalhe suas brincadeiras no chão, por exemplo.

Ou seja, eu aceitei de forma limitada o uso do brinquedo. E eu digo brinquedo, porque, no fim das contas, é exatamente o que ele é. Cotoca adorou o andador! Quando a colocamos nele, ela impulsiona e desliza para os quatro cantos do mundo, sempre com muita supervisão e todo o cuidado necessário.

Mas essa é uma decisão que só cabem a vocês, papais e mamães, tomarem, claro.

E então? Alguém já passou por um dilema assim?


Outro assunto... a escapada!

No último domingo, como bem sabemos (graças às inúmeras propagandas veiculadas em todos os meios de comunicação), foi o dia dos namorados. Há algum tempo eu tinha vontade de voltar a frequentar o cinema, programa que meu marido e eu fazíamos com frequência antes de Alice nascer. Decidi, então, juntar o útil ao agradável, especialmente com a estréia de um filme que já estava me deixando com coceiras!

Vocês ainda não tiveram a oportunidade de saber, mas eu sou loucamente apaixonada por filmes de terror! Então, embora meu marido não compartilhe dessa minha paixão, fomos - juntamente à minha cunhada e seu noivo - assistir ao filme Invocação do Mal 2. O primeiro foi o meu queridinho de 2013 e já era uma promessa feita, selada, com dedinhos em cruz sendo beijados, que o próximo filme da saga dos Warren eu assistiria no cinema, garantindo todos os sustos que eu tivesse direito.

O filme é excelente, cumpre além do que promete, mas eu não vou me estender sobre o assunto e fugir do tema do nosso blog. A lição de vida que eu deixo aqui é: NÃO DEIXEM O RELACIONAMENTO DE VOCÊS CAIR NA ROTINA!

Parece improvável, com a chegada de um novo bebê, que o casal vá ter tempo para sair, namorar, se curtir, mas não é impossível. E eu digo mais: a saúde do seu relacionamento depende dessa intervenção e, consequentemente, a harmonia do seu lar e a felicidade pela companhia do mais novo membro da família. Quando você deixa o seu parceiro - ou parceira - de lado (ou é deixado/a de lado), as dúvidas e inseguranças começam a surgir: eu não me sinto mais bonita, eu não sou mais atraente para ela, nós não nos amamos como antes, etc.

Não deixem isso acontecer. Invistam no relacionamento de vocês. Dediquem um tempo a fazer a sua felicidade (felicidade extra-bebê!) e a felicidade do seu companheiro/a. Diálogo, paciência e muio carinho são fundamentais no processo e evitam que a relação se desgaste. Sei que parece difícil (e não é mesmo nada fácil) deixar o filhote sob os cuidados de outra pessoa, quando a causa nem parece tão nobre assim. Mas não se enganem: namorar é uma causa excelente!

Cotoquinha ficou na casa dos avós paternos, que tiveram a oportunidade de curtir a netinha enquanto os papais curtiam um ao outro. E nada como um passeio sem choro e trocas de fraldas para fazer vocês dois se sentirem um casal outra vez, eu posso garantir rsrs

Quando voltei para casa, Alice me recebeu com um sorriso gigante no rostinho pequeno. E, então, eu soube o que ela já sabia: ser mãe é estar perto, mesmo estando longe.

No fim das contas, é isso o que importa.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Xô, Mosquito!

Boa tarde, papais e mamães!!

O post de hoje é para falar de um assunto muito, muito sério. Nas duas últimas semanas, minha família sofreu um ataque daquele ser minúsculo - porém, maligno - chamado Aedes Egipty, o mosquitinho que vem sendo notícia frequente nos noticiários da tv, internet e nossas rodinhas de amigos... quem não conhece ou ouviu falar de alguém que ficou semanas (ou até meses!!) tentando se reerguer de uma Chikungunya, fale agora ou cale-se para sempre.

Pois bem, foi exatamente essa praga que levou a mim e aos meus pais para a lona nas últimas semanas, a tal Febre Chikungunya. Então, em caso de um ou mais sintomas combinados, entre eles febre moderada, dores nas articulações, vômito, diarreia, procure a emergência hospitalar e relate ao médico... o caso é sério e requer muita atenção. Os contaminados levam, em média, 7 ou 8 dias para perceber melhora e o tratamento consiste, basicamente, no uso de analgésicos para alívio da dor, mas pode incluir a administração de antialérgicos e outros medicamentos.

Como não podia deixar de ser, a preocupação maior em casa foi não deixar Alice ser pega pelo mosquito. Para isso, redobramos os cuidados em relação a ela. O uso de roupas cobrindo a maior parte do corpo foi um deles e, com esse tempinho frio, não foi nenhum sacrifício. Como ainda restavam as mãos e o rostinho da minha bebê de fora das roupas, eu investi mais pesado: o uso do repelente.

Precisamos observar que os repelentes são substâncias químicas - e portanto, tóxicas - que não devem ser utilizada em qualquer fase da vida da criança. 

Existem três princípios ativos aprovados pela Anvisa, sendo eles: o IR3535, o DEET e a Icaridina. O primeiro é recomendável para crianças a partir dos 06 meses; o segundo e o terceiro, a partir de 02 anos de idade.

Ao comentar sobre o risco que Alice estava correndo, alguns conhecidos me aconselharam o uso do repelente Exposis, que parece ter bastante eficácia contra o Aedes Egipty. Contudo, o Exposis é formulado a base de Icaridina e eu tive medo de usá-lo na cotoca, que tem apenas 07 meses. Sendo assim, liguei para a pediatra e ela recomendou usar a loção antimosquito da Johnson, que eu mostro aqui embaixo.



Para bebês com idade inferior a 06 meses, são recomendados os tais repelentes de barreira, que seriam roupas compridas, protetores de tomada e telas para portas e janelas.

Curiosamente, as doenças transmitidas pelo Aedes Aegipty se manifestam de forma um pouco diferente nos nossos bebês. Então, fiquem atentos a febres, perda de apetite, inchaços nas extremidades (mãos e pés), desconfortos, irritabilidade e manchas vermelhas pelo corpo, que podem se tornar também bolhas, em algum tempo. Outros sintomas nos pequenos são conjuntivite, diarreia e vômito.

Um alívio é que as doenças transmitidas pelo Aedes Aegipty não são passadas pelo leite materno. Portanto, a orientação da OMS é de que a mãe continue amamentando caso tenha sido picada. No fim do ano passado, eu tive o Zika Vírus. Alice tinha menos de 02 meses e eu quase enlouqueci. A pediatra e minha obstetra me aconselharam a permanecer com a amamentação e, mesmo apavorada, foi isso o que eu fiz. Repeti a ação, agora, com a Chikungunya, e não houve qualquer reação negativa por parte da Alice em ambos os casos.

Bem, o foco do mosquito perto da minha casa já foi localizado e o problema está sendo sanado e, graças a Deus, Cotoquinha está livre, leve e saltitante. No fim de semana, ganhou um andador... daqueles antigos, sabe... que eu usei e você provavelmente também usou. Massssss... esse vai ser um dos assuntos do nosso próximo post, me aguardem!! :)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dicas para a festa do seu filhote ser um sucesso!

Olá, meus queridos e minhas queridas!

A maternidade é um tema abrangente e eu poderia dedicar esse post a centenas de assuntos, mas resolvi voltar a bater na mesma tecla (porque essa é a minha tecla preferida no momento).  Por isso, não se aborreçam comigo, logo teremos novidades por aqui.

O caso é que eu preciso dividir com vocês o andamento dos preparativos da festa de 01 ano da minha cotoca! Pois é, parece que de uma hora para outra, a coisa andou. Bastou fechar o contrato com a casa de festas e eu me permiti dar o pontapé inicial na produção dos personalizados.


Aqui em cima estão as fotos de algumas coisinhas (todas retiradas do google imagens) que eu pedi às fornecedoras. Ao longo do post irei colocar outras, de deixar todos babando na fofurice!!

Na casa de festas, foi sugerido que eu escolhesse uma média de quatro variedades de personalizados, contendo vinte de cada modelo para a decoração da mesa. Eu escolhi ignorar completamente! Sei que eu corro o risco de pecar pelo excesso, mas quero a festa da minha filhota multi-colorida e cheia de mimos lindos.

São porta retratos de chocolate, doces de leite ninho, chocomaçãs, cupcakes, tubetes, latinhas, caixinhas etc... algumas coisas bem tradicionais, outras super tendência nas festinhas infantis. Eu escolhi, então, encomendar uma pequena quantidade de cada, apostando na variedade da decoração e não na quantidade.


Bem, o primeiro passo na realização da festinha foi escolher o numero de convidados. Para isso, você não precisa necessariamente nomear todos os eleitos (embora seja interessante porque evita que gente especial fique de fora). Meu marido e eu tentamos fazer nossa listinha por duas vezes, mas sempre termina com a eterna dúvida: quem chamar?

Eu já li posts orientando os papais e mamães festeiros de diversas formas. Alguns sugerem convidar amigos íntimos e queridos dos pais, outros dizem que o correto é chamar aqueles que participam da vida da criança. Eu já ouvi falar, também, que a prioridade é para os que têm filhos da mesma faixa etária. Diante de tudo isso, eu opino: convidem quem o coração de vocês mandar!

O pai da Alice e eu definimos o numero de convidados e, a partir daí, começamos a pensar em quem não poderia faltar de jeito nenhum nessa data tão especial. Família ficou em primeiro lugar e os convites restantes estão sendo destinados às pessoas que nós achamos que vão deixar a festa do jeito que nós queremos: única! Os convidados têm participação respeitável nesse dia. Eles abrilhantam a festa, tornam o evento mais emocionante. Por isso, o ideal é que chamemos aqueles com quem desejamos dividir o momento, partilhar a alegria do primeiro ano da pessoa mais importante das nossas vidas! E para isso não existe regra ou fórmula, o coração é quem dá as ordens :)


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Tutus, plies e introdução alimentar

Não é novidade pra mamãe nenhuma que, quando recebemos o resultado do teste de gravidez (seja do beta ou daquele teste de farmácia ultra rapidinho), milhares de planos começam a se formar em nossas cabecinhas mirabolantes. Por que se você sempre se gabou de ser uma mulher livre e avessa à regras, do tipo que vive cada dia de uma vez, depois do resultado do exame essa heroína dos filmes de ação tende a desaparecer.

Quando eu descobri que estava grávida de Alice (e as circunstâncias, por si só, são motivo para um outro post, mais a frente), eu pensei... Ufa! Tá aí minha chance de viver entre tutus e plies... Até então, Alice era um bebê sem sexo, um pontinho minúsculo se formando dentro de mim, mas intuição de mãe é infalível - o que acontece é que, às vezes, a gente acaba falsificando nossas premonições. Eu tive a certeza de que cotoquinha seria cotoquinha (e não cotoquinho), desde o primeiro segundo em que me descobri mãe. Foi nesse segundo, também, a propósito, que uma conexão poderosa se formou entre nós duas e eu passei a sentir quando cotoquinha estava precisando da minha ajuda.

Então, desde o resultado do beta, eu concebi uma ideia que passei a julgar como certa: eu estava esperando uma menina e, algum dia, ela seria uma bailarina fantástica, almejada por todas as companhias de balé do mundo (um sonho que sempre termina com sua opção pelo Bolshoi, lógico). É claro que todo esse delírio - e eu digo delírio no sentido de que nenhuma mãe, em sã consciência, deveria se julgar no direito de sonhar pelos seus filhos - veio de uma antiga frustração, uma frustração dos tempos de infância. Eu eu acho que vocês podem imaginar qual seria. Minha mãe nunca me matriculou em aulinhas de balé! E eu cresci uma pseudo-bailarina frustrada...
Por isso, quando a pediatra da Alice liberou a introdução alimentar (o que, para o meu desespero, ocorreu antes dos 04 meses de idade por causa do meu retorno ao trabalho), começaram a surgir piadas de um lado e do outro da família. Alice comeu beterraba pela primeira vez. Ela achou o máximo. Alice provou banana. Quis comer o cacho todo. Alice experimentou inhame, angu, feijão, chuchu, aipim, bata doce, abóbora, abobrinha [etc, etc, etc] ... ela provou até nabo!! Eu nunca comi nabo! Nunca. Minha mãe nem sabia o que era o tal do nabo! Mas Alice comeu e adivinhem só... Alice AMA NABO. Alice ama tudo (com exceção de pera, talvez, que ela só gosta muito...)

Foi desse jeito que minha filha virou a bailarina gorduchinha da família, o que não significa uma prévia do seu peso futuro, que ela não possa ser uma feliz bailarina ou qualquer profissão do seu agrado, ou mesmo que ela não vá ser feliz com o seu corpo, mas, em âmbito familiar, sempre rende umas boas risadas. E, ai meu Deus, como eu adoro aquelas pernocas, aquelas dobrinhas lindas e, as anteriormente aqui citadas, inacreditáveis bochechas de buldoguinho!!

Quando eu ouço uma mamãe comentar, com pesar, que seu filhote não é muito bom de boca, que rejeita comida, faz cara feia ou cospe o espinafre, eu penso... caramba, poderia ser com a cotoquinha! E imediatamente aconselho: não desistam, por favor. Insistam.Uma amiga disse, sabiamente, que desistir de um bebê que rejeita a alimentação adequada na infância pode resultar em um adulto com um péssimo paladar. Ou seja, se a mamãe desiste na primeira (ou segunda, terceira, quarta...) cara de nojinho do filhote, é provável que esse seja um adulto que tem preguiça de comer frutas, detesta legumes e troca o suco, facilmente, por uma lata de refrigerante. Por isso, eu digo: incentivem o seu bebê a comer bem. Administrem tudo o que passa pela boquinha dele e criem um cardápio saudável e nutritivo para os seus pequenos, para que, ainda agora, enquanto o paladar dele é puro, sem vícios, um bom hábito seja formado.

Alice não come sal, Alice não come açúcar. Ela nunca experimentou chocolate, biscoitos (exceto maisena, liberado pela médica uma vez ou outra) ou outro tipo de alimento que não contribua para o seu desenvolvimento. Muita gente é de opinião contrária e me olha de cara feia quando digo isso. Os avós de Alice, por exemplo, estão doidos para vê-la comer uma besteirinha, mas eu não acho isso nada bonito, não apoio e NÃO LIBERO. Lembre-se sempre: VOCÊ é a mãe do seu filho. VOCÊ é responsável pelo que acontece a ele e pelas reações a alimentação inadequada que ele recebe (é duro ouvir isso, mas a verdade é que se o seu filhote sofre uma intoxicação pela ingestão de um determinado alimento, a titia não será culpada por isso, a menos que o fato tenha acontecido escondido).

Então, quando eu escuto as clássicas... Quando você vai deixar Alice comer um docinho? A menina não vai comer bolo na própria festa de aniversário?! Eu vou poder dar chocolate a ela na próxima Páscoa?, eu não tenho medo de deixar clara a minha posição sobre o assunto.

Então, gente, é com um prazer enorme que eu digo: sim, minha filha é uma comilona! De coisas boas. E enquanto eu puder controlar o que ela come, vou procurar sempre fazer o meu melhor pela sua saúde.


Linda e cheia de atitude!!!