Como eu havia dito no último post, Alice ganhou um andador de presente. Essa era a obsessão do meu marido e um desejo grande, também, por parte da minha sogra. Então, depois muitas discussões, argumentações e tentativa de reversão do caso, eu acabei sendo convencida a aceitar o presente.
Eu sempre considerei o andador um vilão e, nesse caso, eu o recebi como um cavalo de tróia. Não é segredo para ninguém que a associação pediátrica recrimina o uso do produto, sob risco de acidentes, que poderiam a vir causar graves lesões nas crianças, entre elas, traumatismo craniano, resultado de bater com a cabeça durante uma queda. Além disso, dizem que atrasa o desenvolvimento físico e psicomotor. As crianças que utilizam o andador teriam dificuldade de ficar em pé e andar sem apoio, quando chegado o momento. Outro risco é o de forçar a criança a uma etapa do seu crescimento para a qual não estaria preparada.
Atualmente, existem modelos de andador diferentes daqueles que conhecemos na nossa própria infância. Abaixo, estão imagens de alguns destes modelos, incluindo o tradicional (esse azulzinho).
O primeiro modelo (em destaque) é bastante parecido com o da Alice, com mais rodas do que o original, o que permite a ela deslizar loucamente, como se não houvesse amanhã. Tendo em vista todos os problemas observados pela associação pediátrica, eu exigi que o uso do produto tivesse um tempo diário reduzido, e assim tem sido feito. Alice tem a hora de se divertir no andador, desde que isso não atrapalhe suas brincadeiras no chão, por exemplo.
Ou seja, eu aceitei de forma limitada o uso do brinquedo. E eu digo brinquedo, porque, no fim das contas, é exatamente o que ele é. Cotoca adorou o andador! Quando a colocamos nele, ela impulsiona e desliza para os quatro cantos do mundo, sempre com muita supervisão e todo o cuidado necessário.
Mas essa é uma decisão que só cabem a vocês, papais e mamães, tomarem, claro.
E então? Alguém já passou por um dilema assim?
Outro assunto... a escapada!
No último domingo, como bem sabemos (graças às inúmeras propagandas veiculadas em todos os meios de comunicação), foi o dia dos namorados. Há algum tempo eu tinha vontade de voltar a frequentar o cinema, programa que meu marido e eu fazíamos com frequência antes de Alice nascer. Decidi, então, juntar o útil ao agradável, especialmente com a estréia de um filme que já estava me deixando com coceiras!
Vocês ainda não tiveram a oportunidade de saber, mas eu sou loucamente apaixonada por filmes de terror! Então, embora meu marido não compartilhe dessa minha paixão, fomos - juntamente à minha cunhada e seu noivo - assistir ao filme Invocação do Mal 2. O primeiro foi o meu queridinho de 2013 e já era uma promessa feita, selada, com dedinhos em cruz sendo beijados, que o próximo filme da saga dos Warren eu assistiria no cinema, garantindo todos os sustos que eu tivesse direito.
O filme é excelente, cumpre além do que promete, mas eu não vou me estender sobre o assunto e fugir do tema do nosso blog. A lição de vida que eu deixo aqui é: NÃO DEIXEM O RELACIONAMENTO DE VOCÊS CAIR NA ROTINA!
Parece improvável, com a chegada de um novo bebê, que o casal vá ter tempo para sair, namorar, se curtir, mas não é impossível. E eu digo mais: a saúde do seu relacionamento depende dessa intervenção e, consequentemente, a harmonia do seu lar e a felicidade pela companhia do mais novo membro da família. Quando você deixa o seu parceiro - ou parceira - de lado (ou é deixado/a de lado), as dúvidas e inseguranças começam a surgir: eu não me sinto mais bonita, eu não sou mais atraente para ela, nós não nos amamos como antes, etc.
Não deixem isso acontecer. Invistam no relacionamento de vocês. Dediquem um tempo a fazer a sua felicidade (felicidade extra-bebê!) e a felicidade do seu companheiro/a. Diálogo, paciência e muio carinho são fundamentais no processo e evitam que a relação se desgaste. Sei que parece difícil (e não é mesmo nada fácil) deixar o filhote sob os cuidados de outra pessoa, quando a causa nem parece tão nobre assim. Mas não se enganem: namorar é uma causa excelente!
Cotoquinha ficou na casa dos avós paternos, que tiveram a oportunidade de curtir a netinha enquanto os papais curtiam um ao outro. E nada como um passeio sem choro e trocas de fraldas para fazer vocês dois se sentirem um casal outra vez, eu posso garantir rsrs
Quando voltei para casa, Alice me recebeu com um sorriso gigante no rostinho pequeno. E, então, eu soube o que ela já sabia: ser mãe é estar perto, mesmo estando longe.
No fim das contas, é isso o que importa.





