quarta-feira, 15 de junho de 2016

Xô, Mosquito!

Boa tarde, papais e mamães!!

O post de hoje é para falar de um assunto muito, muito sério. Nas duas últimas semanas, minha família sofreu um ataque daquele ser minúsculo - porém, maligno - chamado Aedes Egipty, o mosquitinho que vem sendo notícia frequente nos noticiários da tv, internet e nossas rodinhas de amigos... quem não conhece ou ouviu falar de alguém que ficou semanas (ou até meses!!) tentando se reerguer de uma Chikungunya, fale agora ou cale-se para sempre.

Pois bem, foi exatamente essa praga que levou a mim e aos meus pais para a lona nas últimas semanas, a tal Febre Chikungunya. Então, em caso de um ou mais sintomas combinados, entre eles febre moderada, dores nas articulações, vômito, diarreia, procure a emergência hospitalar e relate ao médico... o caso é sério e requer muita atenção. Os contaminados levam, em média, 7 ou 8 dias para perceber melhora e o tratamento consiste, basicamente, no uso de analgésicos para alívio da dor, mas pode incluir a administração de antialérgicos e outros medicamentos.

Como não podia deixar de ser, a preocupação maior em casa foi não deixar Alice ser pega pelo mosquito. Para isso, redobramos os cuidados em relação a ela. O uso de roupas cobrindo a maior parte do corpo foi um deles e, com esse tempinho frio, não foi nenhum sacrifício. Como ainda restavam as mãos e o rostinho da minha bebê de fora das roupas, eu investi mais pesado: o uso do repelente.

Precisamos observar que os repelentes são substâncias químicas - e portanto, tóxicas - que não devem ser utilizada em qualquer fase da vida da criança. 

Existem três princípios ativos aprovados pela Anvisa, sendo eles: o IR3535, o DEET e a Icaridina. O primeiro é recomendável para crianças a partir dos 06 meses; o segundo e o terceiro, a partir de 02 anos de idade.

Ao comentar sobre o risco que Alice estava correndo, alguns conhecidos me aconselharam o uso do repelente Exposis, que parece ter bastante eficácia contra o Aedes Egipty. Contudo, o Exposis é formulado a base de Icaridina e eu tive medo de usá-lo na cotoca, que tem apenas 07 meses. Sendo assim, liguei para a pediatra e ela recomendou usar a loção antimosquito da Johnson, que eu mostro aqui embaixo.



Para bebês com idade inferior a 06 meses, são recomendados os tais repelentes de barreira, que seriam roupas compridas, protetores de tomada e telas para portas e janelas.

Curiosamente, as doenças transmitidas pelo Aedes Aegipty se manifestam de forma um pouco diferente nos nossos bebês. Então, fiquem atentos a febres, perda de apetite, inchaços nas extremidades (mãos e pés), desconfortos, irritabilidade e manchas vermelhas pelo corpo, que podem se tornar também bolhas, em algum tempo. Outros sintomas nos pequenos são conjuntivite, diarreia e vômito.

Um alívio é que as doenças transmitidas pelo Aedes Aegipty não são passadas pelo leite materno. Portanto, a orientação da OMS é de que a mãe continue amamentando caso tenha sido picada. No fim do ano passado, eu tive o Zika Vírus. Alice tinha menos de 02 meses e eu quase enlouqueci. A pediatra e minha obstetra me aconselharam a permanecer com a amamentação e, mesmo apavorada, foi isso o que eu fiz. Repeti a ação, agora, com a Chikungunya, e não houve qualquer reação negativa por parte da Alice em ambos os casos.

Bem, o foco do mosquito perto da minha casa já foi localizado e o problema está sendo sanado e, graças a Deus, Cotoquinha está livre, leve e saltitante. No fim de semana, ganhou um andador... daqueles antigos, sabe... que eu usei e você provavelmente também usou. Massssss... esse vai ser um dos assuntos do nosso próximo post, me aguardem!! :)

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