terça-feira, 5 de julho de 2016

As Temidas Noites em Claro e Os Picos de Crescimento

Boa tarde, pessoas apaixonadas por bebês - em especial pelos nossos, não é verdade? O assunto de hoje do blog é algo que assombra o imaginário de gestantes, papais e mamães do mundo inteiro e que acaba atingindo realmente muitos lares. Como o meu, por exemplo.

É sabido que os recém-nascidos se encontram em uma fase de adaptação fora do útero. Aqui do lado de fora, tudo é muito diferente e o mundo parece mais inseguro, frio e confuso para os nossos cotoquinhos. Porém, com o passar dos meses, surge uma ansiedade comum em todos os lares: quando o bebê vai dormir a noite inteira?

Tendo em mente que "dormir a noite inteira" para um bebê significa acordar por volta das cinco da manhã, você pode se considerar uma sortuda se o seu filho não é do tipo que adormece e desperta quando você acaba de voltar para cama. Cotoca só dorme embalada ou amamentada. Eu sei que isso é culpa única e exclusiva dos pais, por isso, gostaria de alertar sobre o caso e deixar que vocês decidam o melhor para os seus bebês e para si mesmos.

No início, assim que Alice nasceu, por falta de conhecimento, a mamãe aqui a acostumou a ter uma ajudinha quando o sono chegava. Quando Alice não pegava no sono mamando, eu me levantava e a ninava nos braços. Aqui, rolou uma participação mais do que especial também do papai, que se considerava o mestre do sono e criou uma posição para embalar que causou estranheza e risos em toda a família. Ago parecido com a figura abaixo, só que as pernas da pequena ficavam inteiras nos braços esticados do papai. Alice pegava no sono mais rápido, realmente, mas conforme ela foi crescendo, ele desenvolveu uma tendinite séria em uma das mãos. Ele não acredita que seja devido a isso, mas, enfim... fica o alerta. O fato é que, agora, aos 8 meses, Lili prefere ser embalada em pé, contra o peito, a cabecinha repousando em nosso ombro.

Quando você desabafa sobre as noites insones do seu bebê, está sujeito a ouvir todo tipo de conselho. É claro que não é obrigado a acatar nenhuma delas. As descabidas, você pode sorrir e recusar educadamente. As que achar válidas, pode fazer uma tentativa. Por que não? Quando consultei a pediatra da Alice sobre as noites difíceis, ela colocou um ponto de vista profissional dela de maneira enérgica: o bebê tem que aprender a se acalmar sozinho. Ela é completamente a favor de deixar o bebê chorando no berço até que ele durma sozinho. Eu, por outro lado, não tenho fôlego para manter uma rotina dessas. Então, preferi acreditar que minha filha vai atravessar essa fase no tempo certo.

Nos momentos de maior desespero, também, com o pai dela e eu nos descabelando e brigando o tempo inteiro - resultado das noites em claro -, tentei alguns métodos aparentemente óbvios e até inofensivos, como o mingau de maisena. Embora seja contra-indicado para a faixa etária da Alice, eu já estava entrando em colapso, há meses sem dormir, e preparei a tal maisena. Nas noites seguintes, tentei com o cremogema e meu marido chegou até mesmo a comprar Mucilon, mas não fiz o teste com o último, porque já havia desistido de encher a barriga da totoquinha antes de dormir. Nas primeiras duas noites, como por mágica, ela dormiu super bem. Nas seguintes, foi voltando progressivamente ao estado baby zumbi. Ou seja, a paz e tranquilidade das madrugadas anteriores não foram efeito do mingau.

Algumas mudanças pelas quais nossos pequenos passam, os chamados saltos de desenvolvimento e picos de crescimento, também são responsáveis por alterações no sono. O primeiro termo consiste em estirões no crescimento do bebê; o segundo englobam aquelas habilidades que ele aprende em determinados períodos (como aprender a virar de bruços, engatinhar, sentar e, até mesmo, rir!). A Alice está passando por um pico que atinge às crianças com cerca de 8 meses e meio. Nos últimos dias, tudo a faz chorar, parece uma manteiga derretida. Para piorar, ela está atravessando a tal "crise da separação". Há algumas semanas, Alice que era tão sociável com o restante da família, não pode ver a mamãe que abre um berreiro pedindo para trocar de colo. Ou então, no chão, chiqueirinho, no berço, estica os braços já ameaçando chorar se eu não pegar. É uma fase doce de apego entre mamãe e bebê, mas também altamente restritiva, já que você fica meio refém das necessidades do pequeno.

O fato é que estas fases provocam distúrbios no sono. A descoberta de novas habilidades deixa os bebês tão excitados, que eles têm problemas em desligar e dormir. Isso exige uma grande dose de paciência por parte dos pais e responsáveis, e muito, muito carinho. Eu me esforço em abraçar e confortar a totoca cada vez que vejo os olhinhos lacrimejantes dela observando eu me mover pela casa. É claro que tem de haver um cuidado nessa super dependência. Por isso, deixo meu marido desempenhar o papel dele também. Quando os dois estão juntos, muitas vezes, eu me ausento para não ofuscar o brilho dele hehe mas, quando percebo que o pânico se instala, corro de volta para pegar minha pequena nos braços. Na fase da angústia da separação, só assim mesmo para existir relação entre o bebê e o resto do mundo.

Afinal, ser mãe não é padecer no paraíso. É ser feliz aqui mesmo na terra.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Uso de andadores e escapadinhas românticas

Boa tarde, gente!

Como eu havia dito no último post, Alice ganhou um andador de presente. Essa era a obsessão do meu marido e um desejo grande, também, por parte da minha sogra. Então, depois muitas discussões, argumentações e tentativa de reversão do caso, eu acabei sendo convencida a aceitar o presente.

Eu sempre considerei o andador um vilão e, nesse caso, eu o recebi como um cavalo de tróia. Não é segredo para ninguém que a associação pediátrica recrimina o uso do produto, sob risco de acidentes, que poderiam a vir causar graves lesões nas crianças, entre elas, traumatismo craniano, resultado de bater com a cabeça durante uma queda. Além disso, dizem que atrasa o desenvolvimento físico e psicomotor. As crianças que utilizam o andador teriam dificuldade de ficar em pé e andar sem apoio, quando chegado o momento. Outro risco é o de forçar a criança a uma etapa do seu crescimento para a qual não estaria preparada.

Atualmente, existem modelos de andador diferentes daqueles que conhecemos na nossa própria infância. Abaixo, estão imagens de alguns destes modelos, incluindo o tradicional (esse azulzinho).


O primeiro modelo (em destaque) é bastante parecido com o da Alice, com mais rodas do que o original, o que permite a ela deslizar loucamente, como se não houvesse amanhã. Tendo em vista todos os problemas observados pela associação pediátrica, eu exigi que o uso do produto tivesse um tempo diário reduzido, e assim tem sido feito. Alice tem a hora de se divertir no andador, desde que isso não atrapalhe suas brincadeiras no chão, por exemplo.

Ou seja, eu aceitei de forma limitada o uso do brinquedo. E eu digo brinquedo, porque, no fim das contas, é exatamente o que ele é. Cotoca adorou o andador! Quando a colocamos nele, ela impulsiona e desliza para os quatro cantos do mundo, sempre com muita supervisão e todo o cuidado necessário.

Mas essa é uma decisão que só cabem a vocês, papais e mamães, tomarem, claro.

E então? Alguém já passou por um dilema assim?


Outro assunto... a escapada!

No último domingo, como bem sabemos (graças às inúmeras propagandas veiculadas em todos os meios de comunicação), foi o dia dos namorados. Há algum tempo eu tinha vontade de voltar a frequentar o cinema, programa que meu marido e eu fazíamos com frequência antes de Alice nascer. Decidi, então, juntar o útil ao agradável, especialmente com a estréia de um filme que já estava me deixando com coceiras!

Vocês ainda não tiveram a oportunidade de saber, mas eu sou loucamente apaixonada por filmes de terror! Então, embora meu marido não compartilhe dessa minha paixão, fomos - juntamente à minha cunhada e seu noivo - assistir ao filme Invocação do Mal 2. O primeiro foi o meu queridinho de 2013 e já era uma promessa feita, selada, com dedinhos em cruz sendo beijados, que o próximo filme da saga dos Warren eu assistiria no cinema, garantindo todos os sustos que eu tivesse direito.

O filme é excelente, cumpre além do que promete, mas eu não vou me estender sobre o assunto e fugir do tema do nosso blog. A lição de vida que eu deixo aqui é: NÃO DEIXEM O RELACIONAMENTO DE VOCÊS CAIR NA ROTINA!

Parece improvável, com a chegada de um novo bebê, que o casal vá ter tempo para sair, namorar, se curtir, mas não é impossível. E eu digo mais: a saúde do seu relacionamento depende dessa intervenção e, consequentemente, a harmonia do seu lar e a felicidade pela companhia do mais novo membro da família. Quando você deixa o seu parceiro - ou parceira - de lado (ou é deixado/a de lado), as dúvidas e inseguranças começam a surgir: eu não me sinto mais bonita, eu não sou mais atraente para ela, nós não nos amamos como antes, etc.

Não deixem isso acontecer. Invistam no relacionamento de vocês. Dediquem um tempo a fazer a sua felicidade (felicidade extra-bebê!) e a felicidade do seu companheiro/a. Diálogo, paciência e muio carinho são fundamentais no processo e evitam que a relação se desgaste. Sei que parece difícil (e não é mesmo nada fácil) deixar o filhote sob os cuidados de outra pessoa, quando a causa nem parece tão nobre assim. Mas não se enganem: namorar é uma causa excelente!

Cotoquinha ficou na casa dos avós paternos, que tiveram a oportunidade de curtir a netinha enquanto os papais curtiam um ao outro. E nada como um passeio sem choro e trocas de fraldas para fazer vocês dois se sentirem um casal outra vez, eu posso garantir rsrs

Quando voltei para casa, Alice me recebeu com um sorriso gigante no rostinho pequeno. E, então, eu soube o que ela já sabia: ser mãe é estar perto, mesmo estando longe.

No fim das contas, é isso o que importa.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Xô, Mosquito!

Boa tarde, papais e mamães!!

O post de hoje é para falar de um assunto muito, muito sério. Nas duas últimas semanas, minha família sofreu um ataque daquele ser minúsculo - porém, maligno - chamado Aedes Egipty, o mosquitinho que vem sendo notícia frequente nos noticiários da tv, internet e nossas rodinhas de amigos... quem não conhece ou ouviu falar de alguém que ficou semanas (ou até meses!!) tentando se reerguer de uma Chikungunya, fale agora ou cale-se para sempre.

Pois bem, foi exatamente essa praga que levou a mim e aos meus pais para a lona nas últimas semanas, a tal Febre Chikungunya. Então, em caso de um ou mais sintomas combinados, entre eles febre moderada, dores nas articulações, vômito, diarreia, procure a emergência hospitalar e relate ao médico... o caso é sério e requer muita atenção. Os contaminados levam, em média, 7 ou 8 dias para perceber melhora e o tratamento consiste, basicamente, no uso de analgésicos para alívio da dor, mas pode incluir a administração de antialérgicos e outros medicamentos.

Como não podia deixar de ser, a preocupação maior em casa foi não deixar Alice ser pega pelo mosquito. Para isso, redobramos os cuidados em relação a ela. O uso de roupas cobrindo a maior parte do corpo foi um deles e, com esse tempinho frio, não foi nenhum sacrifício. Como ainda restavam as mãos e o rostinho da minha bebê de fora das roupas, eu investi mais pesado: o uso do repelente.

Precisamos observar que os repelentes são substâncias químicas - e portanto, tóxicas - que não devem ser utilizada em qualquer fase da vida da criança. 

Existem três princípios ativos aprovados pela Anvisa, sendo eles: o IR3535, o DEET e a Icaridina. O primeiro é recomendável para crianças a partir dos 06 meses; o segundo e o terceiro, a partir de 02 anos de idade.

Ao comentar sobre o risco que Alice estava correndo, alguns conhecidos me aconselharam o uso do repelente Exposis, que parece ter bastante eficácia contra o Aedes Egipty. Contudo, o Exposis é formulado a base de Icaridina e eu tive medo de usá-lo na cotoca, que tem apenas 07 meses. Sendo assim, liguei para a pediatra e ela recomendou usar a loção antimosquito da Johnson, que eu mostro aqui embaixo.



Para bebês com idade inferior a 06 meses, são recomendados os tais repelentes de barreira, que seriam roupas compridas, protetores de tomada e telas para portas e janelas.

Curiosamente, as doenças transmitidas pelo Aedes Aegipty se manifestam de forma um pouco diferente nos nossos bebês. Então, fiquem atentos a febres, perda de apetite, inchaços nas extremidades (mãos e pés), desconfortos, irritabilidade e manchas vermelhas pelo corpo, que podem se tornar também bolhas, em algum tempo. Outros sintomas nos pequenos são conjuntivite, diarreia e vômito.

Um alívio é que as doenças transmitidas pelo Aedes Aegipty não são passadas pelo leite materno. Portanto, a orientação da OMS é de que a mãe continue amamentando caso tenha sido picada. No fim do ano passado, eu tive o Zika Vírus. Alice tinha menos de 02 meses e eu quase enlouqueci. A pediatra e minha obstetra me aconselharam a permanecer com a amamentação e, mesmo apavorada, foi isso o que eu fiz. Repeti a ação, agora, com a Chikungunya, e não houve qualquer reação negativa por parte da Alice em ambos os casos.

Bem, o foco do mosquito perto da minha casa já foi localizado e o problema está sendo sanado e, graças a Deus, Cotoquinha está livre, leve e saltitante. No fim de semana, ganhou um andador... daqueles antigos, sabe... que eu usei e você provavelmente também usou. Massssss... esse vai ser um dos assuntos do nosso próximo post, me aguardem!! :)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dicas para a festa do seu filhote ser um sucesso!

Olá, meus queridos e minhas queridas!

A maternidade é um tema abrangente e eu poderia dedicar esse post a centenas de assuntos, mas resolvi voltar a bater na mesma tecla (porque essa é a minha tecla preferida no momento).  Por isso, não se aborreçam comigo, logo teremos novidades por aqui.

O caso é que eu preciso dividir com vocês o andamento dos preparativos da festa de 01 ano da minha cotoca! Pois é, parece que de uma hora para outra, a coisa andou. Bastou fechar o contrato com a casa de festas e eu me permiti dar o pontapé inicial na produção dos personalizados.


Aqui em cima estão as fotos de algumas coisinhas (todas retiradas do google imagens) que eu pedi às fornecedoras. Ao longo do post irei colocar outras, de deixar todos babando na fofurice!!

Na casa de festas, foi sugerido que eu escolhesse uma média de quatro variedades de personalizados, contendo vinte de cada modelo para a decoração da mesa. Eu escolhi ignorar completamente! Sei que eu corro o risco de pecar pelo excesso, mas quero a festa da minha filhota multi-colorida e cheia de mimos lindos.

São porta retratos de chocolate, doces de leite ninho, chocomaçãs, cupcakes, tubetes, latinhas, caixinhas etc... algumas coisas bem tradicionais, outras super tendência nas festinhas infantis. Eu escolhi, então, encomendar uma pequena quantidade de cada, apostando na variedade da decoração e não na quantidade.


Bem, o primeiro passo na realização da festinha foi escolher o numero de convidados. Para isso, você não precisa necessariamente nomear todos os eleitos (embora seja interessante porque evita que gente especial fique de fora). Meu marido e eu tentamos fazer nossa listinha por duas vezes, mas sempre termina com a eterna dúvida: quem chamar?

Eu já li posts orientando os papais e mamães festeiros de diversas formas. Alguns sugerem convidar amigos íntimos e queridos dos pais, outros dizem que o correto é chamar aqueles que participam da vida da criança. Eu já ouvi falar, também, que a prioridade é para os que têm filhos da mesma faixa etária. Diante de tudo isso, eu opino: convidem quem o coração de vocês mandar!

O pai da Alice e eu definimos o numero de convidados e, a partir daí, começamos a pensar em quem não poderia faltar de jeito nenhum nessa data tão especial. Família ficou em primeiro lugar e os convites restantes estão sendo destinados às pessoas que nós achamos que vão deixar a festa do jeito que nós queremos: única! Os convidados têm participação respeitável nesse dia. Eles abrilhantam a festa, tornam o evento mais emocionante. Por isso, o ideal é que chamemos aqueles com quem desejamos dividir o momento, partilhar a alegria do primeiro ano da pessoa mais importante das nossas vidas! E para isso não existe regra ou fórmula, o coração é quem dá as ordens :)


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Tutus, plies e introdução alimentar

Não é novidade pra mamãe nenhuma que, quando recebemos o resultado do teste de gravidez (seja do beta ou daquele teste de farmácia ultra rapidinho), milhares de planos começam a se formar em nossas cabecinhas mirabolantes. Por que se você sempre se gabou de ser uma mulher livre e avessa à regras, do tipo que vive cada dia de uma vez, depois do resultado do exame essa heroína dos filmes de ação tende a desaparecer.

Quando eu descobri que estava grávida de Alice (e as circunstâncias, por si só, são motivo para um outro post, mais a frente), eu pensei... Ufa! Tá aí minha chance de viver entre tutus e plies... Até então, Alice era um bebê sem sexo, um pontinho minúsculo se formando dentro de mim, mas intuição de mãe é infalível - o que acontece é que, às vezes, a gente acaba falsificando nossas premonições. Eu tive a certeza de que cotoquinha seria cotoquinha (e não cotoquinho), desde o primeiro segundo em que me descobri mãe. Foi nesse segundo, também, a propósito, que uma conexão poderosa se formou entre nós duas e eu passei a sentir quando cotoquinha estava precisando da minha ajuda.

Então, desde o resultado do beta, eu concebi uma ideia que passei a julgar como certa: eu estava esperando uma menina e, algum dia, ela seria uma bailarina fantástica, almejada por todas as companhias de balé do mundo (um sonho que sempre termina com sua opção pelo Bolshoi, lógico). É claro que todo esse delírio - e eu digo delírio no sentido de que nenhuma mãe, em sã consciência, deveria se julgar no direito de sonhar pelos seus filhos - veio de uma antiga frustração, uma frustração dos tempos de infância. Eu eu acho que vocês podem imaginar qual seria. Minha mãe nunca me matriculou em aulinhas de balé! E eu cresci uma pseudo-bailarina frustrada...
Por isso, quando a pediatra da Alice liberou a introdução alimentar (o que, para o meu desespero, ocorreu antes dos 04 meses de idade por causa do meu retorno ao trabalho), começaram a surgir piadas de um lado e do outro da família. Alice comeu beterraba pela primeira vez. Ela achou o máximo. Alice provou banana. Quis comer o cacho todo. Alice experimentou inhame, angu, feijão, chuchu, aipim, bata doce, abóbora, abobrinha [etc, etc, etc] ... ela provou até nabo!! Eu nunca comi nabo! Nunca. Minha mãe nem sabia o que era o tal do nabo! Mas Alice comeu e adivinhem só... Alice AMA NABO. Alice ama tudo (com exceção de pera, talvez, que ela só gosta muito...)

Foi desse jeito que minha filha virou a bailarina gorduchinha da família, o que não significa uma prévia do seu peso futuro, que ela não possa ser uma feliz bailarina ou qualquer profissão do seu agrado, ou mesmo que ela não vá ser feliz com o seu corpo, mas, em âmbito familiar, sempre rende umas boas risadas. E, ai meu Deus, como eu adoro aquelas pernocas, aquelas dobrinhas lindas e, as anteriormente aqui citadas, inacreditáveis bochechas de buldoguinho!!

Quando eu ouço uma mamãe comentar, com pesar, que seu filhote não é muito bom de boca, que rejeita comida, faz cara feia ou cospe o espinafre, eu penso... caramba, poderia ser com a cotoquinha! E imediatamente aconselho: não desistam, por favor. Insistam.Uma amiga disse, sabiamente, que desistir de um bebê que rejeita a alimentação adequada na infância pode resultar em um adulto com um péssimo paladar. Ou seja, se a mamãe desiste na primeira (ou segunda, terceira, quarta...) cara de nojinho do filhote, é provável que esse seja um adulto que tem preguiça de comer frutas, detesta legumes e troca o suco, facilmente, por uma lata de refrigerante. Por isso, eu digo: incentivem o seu bebê a comer bem. Administrem tudo o que passa pela boquinha dele e criem um cardápio saudável e nutritivo para os seus pequenos, para que, ainda agora, enquanto o paladar dele é puro, sem vícios, um bom hábito seja formado.

Alice não come sal, Alice não come açúcar. Ela nunca experimentou chocolate, biscoitos (exceto maisena, liberado pela médica uma vez ou outra) ou outro tipo de alimento que não contribua para o seu desenvolvimento. Muita gente é de opinião contrária e me olha de cara feia quando digo isso. Os avós de Alice, por exemplo, estão doidos para vê-la comer uma besteirinha, mas eu não acho isso nada bonito, não apoio e NÃO LIBERO. Lembre-se sempre: VOCÊ é a mãe do seu filho. VOCÊ é responsável pelo que acontece a ele e pelas reações a alimentação inadequada que ele recebe (é duro ouvir isso, mas a verdade é que se o seu filhote sofre uma intoxicação pela ingestão de um determinado alimento, a titia não será culpada por isso, a menos que o fato tenha acontecido escondido).

Então, quando eu escuto as clássicas... Quando você vai deixar Alice comer um docinho? A menina não vai comer bolo na própria festa de aniversário?! Eu vou poder dar chocolate a ela na próxima Páscoa?, eu não tenho medo de deixar clara a minha posição sobre o assunto.

Então, gente, é com um prazer enorme que eu digo: sim, minha filha é uma comilona! De coisas boas. E enquanto eu puder controlar o que ela come, vou procurar sempre fazer o meu melhor pela sua saúde.


Linda e cheia de atitude!!! 


sábado, 28 de maio de 2016

Apelidos Carinhosos na Fila do Banco

Lice... Lili... Lilinha... Lilizinha.

Sim, todos esses. Mas Alice não seria Alice (e a mãe dela não seria uma doida varrida!) se não tivesse ganho uns apelidos escabrosos dos pais. Por que motivo pais amorosos e dedicados chamariam uma filha de cotoquinha? Vai saber. Talvez, o mesmo motivo que os impulsionou a continuar liberando a criatividade. Por isso, hoje, minha filha (aos 7 meses de idade) atende pelos mais variados, risíveis e deliciosos apelidinhos que a tornam uma Alice única.

O que você diria, por exemplo, ao ouvir na fila do supermercado a seguinte frase... mô, você lembrou de trocar a fralda da buldoguinha? E não olharia torto, dentro do banco, vendo um baby despejar aquele jato de leite diretamente do estômago para o chão, seguido de um resmungo chateado da mãe... tinha que ser o bebê golfinho...




Sabe... eu admiro o senso de humor da minha filha. Sério. Muitos bebês, mesmo aos 7 meses de idade, não levariam na esportiva apelidos tão toscos quanto esses. Toscos, mas cheios de muito, muuuuito amor!!

Eu só espero que ela leve tão na boa quando a mamãe levantar esse assunto, futuramente, numa rodinha com os seus amigos...

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Alice No País da Pintadinha!

Foi com um certo desgosto, mesmo que sempre bem humorado (porque depois que você se torna mãe, até as desilusões passam a ter gosto de bala grudenta de morango), que eu vi o tema tão sonhado, tão planejado, tãaaaooo almejado da festa da Alice se transformar de a homônima no país das maravilhas para Galinha Pintadinha [chora aqui]

Explica essa história. Pois bem, começa assim: um belo dia, uma pobre grávida inocente e cheia de sonhos, teve uma ideia muito, mas muito criativa. Eu diria pioneira! Por que não fazer a festa de 01 ano da minha bebezinha Alice com o tema Alice no País das Maravilhas? Uaaaaau. Sinos tocaram, purpurina colorida caiu do céu e as ideias começaram a brotar, como pragas em uma plantação (é triste usar uma metáfora como essa, mas não está longe da verdade).

O fato é que ser uma mãe de Alice implica em responsabilidades. E uma delas (você, futura mamãe de Alice que está lendo esse blog, vai descobrir) é estar preparado para responder a seguinte pergunta: você nunca pensou em fazer o tema Alice?

Agora, vamos fazer uma reflexão sobre o assunto. Alice no País das Maravilhas é um tema amplo, envolvente, empolgante e completamente fascinante! E o pior de tudo: ele é ILIMITADO. As simbologias em Alice são infinitas e tudo o que surge dessa história é tão interessante que você pensa: não pode ser ignorado! De repente, eu me vi soterrada entre imagens salvas em jpg no computador do trabalho, conversas, leituras e pesquisas... um maremoto de Alices que vinham me perseguir até em sonho!! Algumas gigantescas e outras pequenininhas, mas todas muito assustadoras.

Depois de meses flertando com a ideia (deu tempo de a Alice real nascer, virar de bruços e ganhar dois dentes), finalmente eu percebi que havia me tornado uma escrava. Uma escrava de Alice. Não da minha, mas da Alice do Carroll!! A realidade caiu sobre mim como os escombros do muro de Berlim. Cruel e aterradora. Mas, mesmo assim, libertadora também. Porque eu tive peito para assumir que não tinha psicológico, experiência, nem recursos financeiros para bancar essa festa!!

A penosa apareceu como alternativa e, é claro, eu virei o nariz instantaneamente. Tudo bem que esse é o desenho preferido da Alice... tudo bem que foi a primeira coisa na tv que despertou a atenção dela... tudo bem que o sorriso dela engole a sala quando aquela vozinha estridente fala uuh... vai começar a turma da galinha pintadinhaaa! E dá pra contar junto... po po pooooó! É, tá. Talvez não seja uma ideia tão ruim assim. E talvez seja a solução perfeita para deixar a festa com a carinha dela, da minha Alice. Poxa, pensando bem, vamos combinar... a aniversariante ainda nem sabe da existência da outra Alice! Uma festa com esse tema teria realmente a tão temida e citada finalidade das festas de 01 ano: agradar aos pais.

Então, vambora trocar de tema! Pesquisa imagens, contata as casas de festas, procura dicas, orça decoradores, lê uns textos sobre o assunto, orça personalizados, pede indicação de profissionais... ufaaaa!

Foi assim que a penosa passou a ser o centro do meu universo.

E, vou dizer, acho que nem a Alice aguenta mais me ouvir falando dela.



Créditos da imagem: gemelares.com.br


quinta-feira, 26 de maio de 2016

E. E. Cummings e Alice Faz 7!

Em geral, a mãe tem sempre um filme, um desenho, uma musiquinha... alguma coisa que faz lembrar o filho. Especialmente para fazer bater aquela bad, aquela saudade, quando estamos longe, no trabalho, no ônibus, no portão levando o lixo...

Eu tenho um poema. Um poema fabuloso de um homem fabuloso chamado E. E. Cummings. Esse poeta inglês (a quem não cheguei a conhecer, mas que considero pra caramba!) escreveu versos que traduzem um pouco dos meus sentimentos pela filha linda que já habitou o meu ventre e, há 7 meses (completados ontem!), habita a minha casa e a minha vida.



Querida Alice,

O que quer que a lua signifique é muito pouco para traduzir o segredo que ninguém sabe até se tornar mãe. O segredo de fazer sorrir e de sorrir, mesmo quando o cansaço bate e a vontade de chorar parece maior do que tudo. O segredo de carregar no colo, quando o que se deseja é ser carregada. O segredo de dar um afago, quando o que se quer, mais do que tudo, é receber carinho.

O segredo de nunca se arrepender, porque o melhor da vida é agora, está acontecendo e não espera. E é maior do que qualquer dúvida ou insegurança que possa surgir.

Hoje você certamente é o meu mundo, minha verdade.

Obrigada pelo privilégio.

E feliz 7 meses!





I  carry your heart with me ( E. E. Cummings)

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear;and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
                                                      i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it’s you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart(i carry it in my heart)



eu levo o seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar
que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
por mim somente é o que você faria, minha querida)
       tenho medo
que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero
nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade)
e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar

aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes

eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Tamanho Não é Documento!

Eu não poderia começar o blog de um outro jeito que não fosse falando um pouquinho sobre mim e minha cotoca. Em primeiro lugar... por que Cotoca (lê-se cotôca)? Ao contrário do que muitos desconhecidos pensam (e, indiscretamente, perguntam nas ruas e fraldários da vida), Alice não nasceu prematura.

Durante o pré-natal, médicos, técnicos de ultrassom e todos aqueles que deram um olhar profissional sobre a minha gestação, lançaram suas previsões de uma bebê grande (que logo ganhou o apelido carinhoso de Gigantinha, pela minha obstetra!), bolota e muito, muito peralta (Alice se sacudia na minha barriga como uma bola de basquete quicando na quadra, era quase impossível encontrar o ponto certo para ouvir seu coração).

Eles acertaram. Bem, quase.

 Minha filha veio ao mundo no dia 26/10/2015, através de uma cesárea previamente agendada. Nasceu duas semanas antes do que estava previsto para o parto natural. Uma linda bebezinha de sobrancelhas que nunca precisarão visitar a cadeira de um designer, cílios que dispensarão rímeis milagrosos, 3,270g de pura gorduchice e... o que? 47,5 cm de altura?!

Não, não, não. Não era isso o que tinham me prometido. Cadê a bebê que, antes dos 8 meses de gestação, devia estar medindo mais ou menos 50cm? Onde estava a gigantinha? O que haviam feito com a pobrezinha? E não menos importante: quem era aquele cotoquinho lindo nos meus braços, que me olhava como se já me conhecesse de longa data?

O pânico começou a tomar conta de mim. Respira, Rebecca. Respira (a propósito, esse é o meu nome. Muito prazer). E eu já estava quase conseguindo me acalmar, mas pensei... se eu estava com o cotoquinho lindo, minha gigantinha agora estaria deitada sobre o peito de uma desconhecida?! Esse pensamento bastou para uma nova crise de pânico. Mas quem tem forças para fazer queixa de consumidor depois ter a barriga empurrada, serrada e aspirada? E, além disso... que cara era aquela que o meu marido fazia para o cotoquinho? Como os olhos dele brilhavam, enquanto ele dizia "Nossa filha, amor... linda". 

Foi quando eu olhei para aquele bebê de novo. Um olhar menos crítico dessa vez. É... até que ela se parecia um pouco com a gente. Os olhos dele, o meu nariz, a sua boca... as bochechas de ninguém (porque ninguém tinha aquelas bochechas!!) e um brilho fantástico ao redor dela, que iluminava, acendia e contagiava toda a sala de parto.

Era quase impossível não sorrir e, até mesmo, rir! Porque eu percebi que ela havia começado a me olhar daquele mesmo jeito crítico... Onde está a minha mamãe? É essa mulher aí, que só sabe ficar chorando feito uma bobona enquanto olha pra mim? Eu imaginava alguém com o cabelo mais bonito, a pele melhor, as unhas bem feitas... será que eu também vou ser baixinha quando ficar da idade dela? Credo. E esse nariz de batata? Ai, meu Deus... eu não quero nariz de batata!! 

Alice nasceu forte, saudável e cumprindo as previsões de peraltice, com duas voltas de cordão umbilical ao redor da cintura, o que me fez agradecer a Deus e à  minha obstetra pela decisão de cesárea. Talvez não seja a decisão mais acertada para todas, mas foi a mais acertada para mim (ainda que eu não soubesse e tivesse relutado bastante na época).

Então, eu tomei a decisão mais importante da minha vida: quando a equipe médica viesse desfazer a troca, cotoquinho e eu já teríamos fugido para as Bahamas!! Eu nunca devolveria cotoquinho! Nunca. Ela já era minha crítica predileta...

Eu olhei para o meu marido, que aguardava ansioso, nas minhas primeiras palavras, uma descrição completa do que eu estava sentindo naquele momento.

Respirei fundo e deixei escapar todo o ar, antes de dizer:

Perfeita.... e desatei a chorar de novo.

Eu nunca vou conseguir me exprimir tão bem em tão poucas palavras de novo.



As Boas Vindas!

Olá, mamães e todos aqueles interessados no universo mágico e maravilhoso da vida dos bebês! Esse blog é para vocês, feito por uma de vocês :) aqui, vou relatar um pouco da minha rotina atrapalhada de mãe de primeira viagem, o crescimento da minha cotoquinha Alice, as descobertas, os medos e as alegrias desse mundo novo e inteiramente desconhecido para alguns de nós hehehe assusta.. mas, adivinhem só: não é o fim dos tempos!!

Gestantes e tentantes também são muito bem-vindas!! Vamos trocar informações, receitinhas de bolo haha  e aquelas histórias incríveis que ninguém a nossa volta aguenta mais escutar :)