Boa tarde, pessoas apaixonadas por bebês - em especial pelos nossos, não é verdade? O assunto de hoje do blog é algo que assombra o imaginário de gestantes, papais e mamães do mundo inteiro e que acaba atingindo realmente muitos lares. Como o meu, por exemplo.
É sabido que os recém-nascidos se encontram em uma fase de adaptação fora do útero. Aqui do lado de fora, tudo é muito diferente e o mundo parece mais inseguro, frio e confuso para os nossos cotoquinhos. Porém, com o passar dos meses, surge uma ansiedade comum em todos os lares: quando o bebê vai dormir a noite inteira?
Tendo em mente que "dormir a noite inteira" para um bebê significa acordar por volta das cinco da manhã, você pode se considerar uma sortuda se o seu filho não é do tipo que adormece e desperta quando você acaba de voltar para cama. Cotoca só dorme embalada ou amamentada. Eu sei que isso é culpa única e exclusiva dos pais, por isso, gostaria de alertar sobre o caso e deixar que vocês decidam o melhor para os seus bebês e para si mesmos.
No início, assim que Alice nasceu, por falta de conhecimento, a mamãe aqui a acostumou a ter uma ajudinha quando o sono chegava. Quando Alice não pegava no sono mamando, eu me levantava e a ninava nos braços. Aqui, rolou uma participação mais do que especial também do papai, que se considerava o mestre do sono e criou uma posição para embalar que causou estranheza e risos em toda a família. Ago parecido com a figura abaixo, só que as pernas da pequena ficavam inteiras nos braços esticados do papai. Alice pegava no sono mais rápido, realmente, mas conforme ela foi crescendo, ele desenvolveu uma tendinite séria em uma das mãos. Ele não acredita que seja devido a isso, mas, enfim... fica o alerta. O fato é que, agora, aos 8 meses, Lili prefere ser embalada em pé, contra o peito, a cabecinha repousando em nosso ombro.
Quando você desabafa sobre as noites insones do seu bebê, está sujeito a ouvir todo tipo de conselho. É claro que não é obrigado a acatar nenhuma delas. As descabidas, você pode sorrir e recusar educadamente. As que achar válidas, pode fazer uma tentativa. Por que não? Quando consultei a pediatra da Alice sobre as noites difíceis, ela colocou um ponto de vista profissional dela de maneira enérgica: o bebê tem que aprender a se acalmar sozinho. Ela é completamente a favor de deixar o bebê chorando no berço até que ele durma sozinho. Eu, por outro lado, não tenho fôlego para manter uma rotina dessas. Então, preferi acreditar que minha filha vai atravessar essa fase no tempo certo.
Nos momentos de maior desespero, também, com o pai dela e eu nos descabelando e brigando o tempo inteiro - resultado das noites em claro -, tentei alguns métodos aparentemente óbvios e até inofensivos, como o mingau de maisena. Embora seja contra-indicado para a faixa etária da Alice, eu já estava entrando em colapso, há meses sem dormir, e preparei a tal maisena. Nas noites seguintes, tentei com o cremogema e meu marido chegou até mesmo a comprar Mucilon, mas não fiz o teste com o último, porque já havia desistido de encher a barriga da totoquinha antes de dormir. Nas primeiras duas noites, como por mágica, ela dormiu super bem. Nas seguintes, foi voltando progressivamente ao estado baby zumbi. Ou seja, a paz e tranquilidade das madrugadas anteriores não foram efeito do mingau.
Algumas mudanças pelas quais nossos pequenos passam, os chamados saltos de desenvolvimento e picos de crescimento, também são responsáveis por alterações no sono. O primeiro termo consiste em estirões no crescimento do bebê; o segundo englobam aquelas habilidades que ele aprende em determinados períodos (como aprender a virar de bruços, engatinhar, sentar e, até mesmo, rir!). A Alice está passando por um pico que atinge às crianças com cerca de 8 meses e meio. Nos últimos dias, tudo a faz chorar, parece uma manteiga derretida. Para piorar, ela está atravessando a tal "crise da separação". Há algumas semanas, Alice que era tão sociável com o restante da família, não pode ver a mamãe que abre um berreiro pedindo para trocar de colo. Ou então, no chão, chiqueirinho, no berço, estica os braços já ameaçando chorar se eu não pegar. É uma fase doce de apego entre mamãe e bebê, mas também altamente restritiva, já que você fica meio refém das necessidades do pequeno.
O fato é que estas fases provocam distúrbios no sono. A descoberta de novas habilidades deixa os bebês tão excitados, que eles têm problemas em desligar e dormir. Isso exige uma grande dose de paciência por parte dos pais e responsáveis, e muito, muito carinho. Eu me esforço em abraçar e confortar a totoca cada vez que vejo os olhinhos lacrimejantes dela observando eu me mover pela casa. É claro que tem de haver um cuidado nessa super dependência. Por isso, deixo meu marido desempenhar o papel dele também. Quando os dois estão juntos, muitas vezes, eu me ausento para não ofuscar o brilho dele hehe mas, quando percebo que o pânico se instala, corro de volta para pegar minha pequena nos braços. Na fase da angústia da separação, só assim mesmo para existir relação entre o bebê e o resto do mundo.
Afinal, ser mãe não é padecer no paraíso. É ser feliz aqui mesmo na terra.
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