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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Tamanho Não é Documento!

Eu não poderia começar o blog de um outro jeito que não fosse falando um pouquinho sobre mim e minha cotoca. Em primeiro lugar... por que Cotoca (lê-se cotôca)? Ao contrário do que muitos desconhecidos pensam (e, indiscretamente, perguntam nas ruas e fraldários da vida), Alice não nasceu prematura.

Durante o pré-natal, médicos, técnicos de ultrassom e todos aqueles que deram um olhar profissional sobre a minha gestação, lançaram suas previsões de uma bebê grande (que logo ganhou o apelido carinhoso de Gigantinha, pela minha obstetra!), bolota e muito, muito peralta (Alice se sacudia na minha barriga como uma bola de basquete quicando na quadra, era quase impossível encontrar o ponto certo para ouvir seu coração).

Eles acertaram. Bem, quase.

 Minha filha veio ao mundo no dia 26/10/2015, através de uma cesárea previamente agendada. Nasceu duas semanas antes do que estava previsto para o parto natural. Uma linda bebezinha de sobrancelhas que nunca precisarão visitar a cadeira de um designer, cílios que dispensarão rímeis milagrosos, 3,270g de pura gorduchice e... o que? 47,5 cm de altura?!

Não, não, não. Não era isso o que tinham me prometido. Cadê a bebê que, antes dos 8 meses de gestação, devia estar medindo mais ou menos 50cm? Onde estava a gigantinha? O que haviam feito com a pobrezinha? E não menos importante: quem era aquele cotoquinho lindo nos meus braços, que me olhava como se já me conhecesse de longa data?

O pânico começou a tomar conta de mim. Respira, Rebecca. Respira (a propósito, esse é o meu nome. Muito prazer). E eu já estava quase conseguindo me acalmar, mas pensei... se eu estava com o cotoquinho lindo, minha gigantinha agora estaria deitada sobre o peito de uma desconhecida?! Esse pensamento bastou para uma nova crise de pânico. Mas quem tem forças para fazer queixa de consumidor depois ter a barriga empurrada, serrada e aspirada? E, além disso... que cara era aquela que o meu marido fazia para o cotoquinho? Como os olhos dele brilhavam, enquanto ele dizia "Nossa filha, amor... linda". 

Foi quando eu olhei para aquele bebê de novo. Um olhar menos crítico dessa vez. É... até que ela se parecia um pouco com a gente. Os olhos dele, o meu nariz, a sua boca... as bochechas de ninguém (porque ninguém tinha aquelas bochechas!!) e um brilho fantástico ao redor dela, que iluminava, acendia e contagiava toda a sala de parto.

Era quase impossível não sorrir e, até mesmo, rir! Porque eu percebi que ela havia começado a me olhar daquele mesmo jeito crítico... Onde está a minha mamãe? É essa mulher aí, que só sabe ficar chorando feito uma bobona enquanto olha pra mim? Eu imaginava alguém com o cabelo mais bonito, a pele melhor, as unhas bem feitas... será que eu também vou ser baixinha quando ficar da idade dela? Credo. E esse nariz de batata? Ai, meu Deus... eu não quero nariz de batata!! 

Alice nasceu forte, saudável e cumprindo as previsões de peraltice, com duas voltas de cordão umbilical ao redor da cintura, o que me fez agradecer a Deus e à  minha obstetra pela decisão de cesárea. Talvez não seja a decisão mais acertada para todas, mas foi a mais acertada para mim (ainda que eu não soubesse e tivesse relutado bastante na época).

Então, eu tomei a decisão mais importante da minha vida: quando a equipe médica viesse desfazer a troca, cotoquinho e eu já teríamos fugido para as Bahamas!! Eu nunca devolveria cotoquinho! Nunca. Ela já era minha crítica predileta...

Eu olhei para o meu marido, que aguardava ansioso, nas minhas primeiras palavras, uma descrição completa do que eu estava sentindo naquele momento.

Respirei fundo e deixei escapar todo o ar, antes de dizer:

Perfeita.... e desatei a chorar de novo.

Eu nunca vou conseguir me exprimir tão bem em tão poucas palavras de novo.



As Boas Vindas!

Olá, mamães e todos aqueles interessados no universo mágico e maravilhoso da vida dos bebês! Esse blog é para vocês, feito por uma de vocês :) aqui, vou relatar um pouco da minha rotina atrapalhada de mãe de primeira viagem, o crescimento da minha cotoquinha Alice, as descobertas, os medos e as alegrias desse mundo novo e inteiramente desconhecido para alguns de nós hehehe assusta.. mas, adivinhem só: não é o fim dos tempos!!

Gestantes e tentantes também são muito bem-vindas!! Vamos trocar informações, receitinhas de bolo haha  e aquelas histórias incríveis que ninguém a nossa volta aguenta mais escutar :)